Assembleia Paroquial

 

27/01/2008

 

 

Última actualização:

27-01-2008 23:59:46

Projecto da “Nova Igreja” abandonado

por unanimidade

 

Reuniu neste Domingo, pelas 15,30, a anunciada Assembleia Paroquial, na cripta da Igreja dos Capuchinhos. O ponto fulcral da ordem dos trabalhos era a necessidade de se tomar uma decisão sobre o impasse em que se encontrava o projecto da “Nova Igreja”, projectada para um terreno sito à Rua Engenheiro Carlos Amarante.

Para os menos conhecedores do assunto, façamos um pequeno resumo do que estava em questão: Há algumas dezenas de anos, uma família manifestou à Câmara Municipal do Porto a intenção de doar à “Paróquia do Amial” (que então ainda não existia) um terreno sito à Rua Engenheiro Carlos Amarante.

Tal terreno destinar-se-ia obrigatoriamente à construção de um local para actividades de culto ou de apoio social. Não obstante a doação não ter ficado formalizada e a posse do terreno ter revertido para a Câmara Municipal do Porto, esta formalizou, em Março de 2001, a vontade dos originários proprietários do terreno, através de escritura pública.

Por esta escritura, para poder gozar do direito de superfície sobre o dito terreno durante 70 anos prorrogáveis por mais 35, a Paróquia ficava obrigada a dar início às obras de construção do templo até Março de 2006, sob pena de o terreno reverter definitivamente para o Município. Embora ultrapassado o termo inicialmente imposto para o início da construção sem que este se tivesse verificado, a Câmara Municipal do Porto veio nesse ano de 2006 a informar a Paróquia que “não pretendia a breve prazo accionar o mecanismo de reversão pelo que a Paróquia poderia continuar a projectar a Igreja”.

Simplesmente, já antes tinha sido tentada a comparticipação financeira do PIDDAC (Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central), e novas tentativas neste sentido foram efectuadas, mas a resposta foi negativa: o Estado não se mostrava disposto a comparticipar nas despesas da obra.

Assim, aos presentes foi apresentada a seguinte situação:

· custo inicial previsto para a construção da 1ª fase que ascendia a aproximadamente um milhão e duzentos mil Euros (€ 1.200.000,00), a preços de 2004;

· Aproveitamento ainda não total dos dois templos ao serviço da Paróquia, Igreja da Fraternidade dos Capuchinhos e Capela do Amial, que têm “chegado para as encomendas”;

· Dificuldades económicas de um grande número de famílias de paroquianos que condicionariam o respectivo apoio;

· Ausência de qualquer apoio do Estado.

Em face deste quadro, e dada a palavra aos paroquianos presentes, estes manifestaram –se no sentido de que as razões e condicionalismos existentes à data de lançamento da ideia da construção de uma Nova Igreja eram completamente diferentes das que actualmente se verificam, pelo que a ideia deveria ser em definitivo abandonada. Este ponto de vista foi adoptado pela unanimidade dos presentes.

Perante tal consenso, o frei Avelino Amarante desejou, com o seu peculiar jeito, que o projecto tenha “um eterno descanso”. Não constará da acta, mas consta do amial.org.

Como o futuro é feito a olhar em frente, construtivamente foi sugerido concentrar-se as energias da Paróquia primeiramente na construção de um parque de estacionamento da Igreja, no sentido de disciplinar o trânsito caótico que se verifica na altura das celebrações, e posteriormente em alguns melhoramentos como por exemplo rever as condições térmicas do edifício ou criar um espaço para os bebés ficarem acompanhados  durante as celebrações, permitindo-lhes brincar e simultaneamente sossegar o ambiente litúrgico.

Na Assembleia foram ainda apresentadas as contas da Paróquia, num salutar exercício de transparência, e que não mereceram qualquer reparo.

 

 

 

 

O amial.org não levou a máquina fotográfica, pelo que as fotografias da peça poderão eventualmente ser de uma outra qualquer assembleia. Pelo facto, e como nos é habitual, pedimos desculpa ...

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